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Apucarana realiza ato público antimanicômio
Movimento defende novo tratamento de saúde mental
Por Edison Costa
Publicado em 18/05/2026 16:42
Saúde

Apucarana marcou nesta segunda-feira, 18 de maio, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial com uma mobilização em praça pública (Praça Rui Barbosa) voltada à reflexão sobre saúde mental, cidadania e garantia de direitos. A data reforça a importância do cuidado em liberdade e da superação de práticas historicamente associadas ao isolamento, à exclusão e à invisibilidade das pessoas em sofrimento psíquico.
A atividade reuniu equipes da Divisão de Saúde Mental da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), do CAPS AD, do CAPS IJ, da Residência Multiprofissional e estagiários da Faculdade de Apucarana (FAP). Durante a mobilização, foram abordados os impactos do preconceito, do estigma, da discriminação e da exclusão social enfrentados por pessoas com transtornos mentais, usuários de álcool e outras drogas e cidadãos em sofrimento emocional.
A chefe da Divisão de Saúde Mental da AMS, Elisangela Gaspar Teixeira Castoldi, destacou que o movimento da luta antimanicomial defende um modelo de atenção baseado no acolhimento e na garantia de direitos. “O movimento da luta antimanicomial defende que o cuidado em saúde mental deve ocorrer com dignidade, acolhimento, escuta qualificada, fortalecimento de vínculos familiares, inclusão social e garantia de direitos. A proposta não nega a necessidade de cuidado intensivo quando necessário, mas reforça que nenhum tratamento pode ocorrer à custa da dignidade humana”, afirmou.
Em Apucarana, a política de saúde mental é desenvolvida de forma integrada pela Rede de Atenção Psicossocial, envolvendo atenção primária, CAPS, serviços de urgência e emergência, assistência social, educação e outros setores. A articulação entre os serviços busca ampliar o acesso ao atendimento e fortalecer o cuidado contínuo à população.
Durante a ação, as equipes também reforçaram a importância de combater práticas de exclusão e de promover o respeito às pessoas em sofrimento mental. Segundo as coordenadoras do CAPS AD e do CAPS IJ, Jackeline Aristides e Dayene Altoé, a mobilização reforçou a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas ao cuidado em liberdade, à inclusão social e ao atendimento baseado no respeito e na dignidade.
A data também relembrou um dos principais lemas da reforma psiquiátrica brasileira: “Por uma sociedade sem manicômios”. A frase simboliza o compromisso com a construção de uma rede de cuidado pautada na inclusão, na cidadania e no respeito aos direitos humanos.

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