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Deputado Arilson avalia com Boulos privatização da gestão escolar
Encontro em Curitiba reúne representantes da APP-Sindicato
Por Edison Costa
Publicado em 11/05/2026 16:19
Política

O deputado estadual Arilson Chiorato (PT) participou de reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, na última semana, em Curitiba, ao lado de representantes da APP-Sindicato e lideranças da educação pública paranaense. Durante o encontro, na sede da APP-Sindicato, o parlamentar endossou reivindicações repassadas ao ministro, como o avanço da privatização da gestão escolar, que já atinge cerca de 80 estabelecimentos de ensino.
De acordo com o deputado Arilson, que também preside o PT-PR, o documento apresentado pela APP-Sindicato aponta ainda outras preocupações, como a expansão do programa de escolas cívico-militares, que abrange mais de 400 instituições. “Também informei ao ministro que o PT ingressou em 2021 com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que inclusive a Advocacia-Geral da União emitiu, em 2024, um parecer em que afirma que o modelo de escolas cívico-militares do Paraná é inconstitucional”.
O deputado Arilson afirmou ainda que a pauta da educação pública seguirá entre as prioridades em sua atuação política. “Estivemos ao lado da APP-Sindicato, e nos comprometemos a fortalecer, em Brasília, junto do ministro Boulos, a luta contra as escolas cívico-militares e a privatização das escolas, que só trazem prejuízos ao ensino e à comunidade escolar”, disse.
Ao receber o documento, Boulos, inclusive, se comprometeu a analisar o tema de forma aprofundada em Brasília (DF), com a participação das representações envolvidas, além de articular uma reunião específica para discutir os problemas denunciados. A previsão dada pelo ministro é que a reunião acontece no período de um mês.

 

DEFESA DA EDUCAÇÃO

O deputado Arilson, como líder da Bancada de Oposição, tem um histórico de atuação em defesa da educação pública na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). Nos últimos anos, o parlamentar realizou diversos pronunciamentos na tribuna denunciando problemas relacionados ao modelo cívico-militar, questionando processos de consulta à comunidade escolar e cobrando respeito à gestão democrática das escolas estaduais.
O deputado também levou à ALEP denúncias envolvendo pressão por desempenho dentro das escolas, incluindo metas inatingíveis e uso da plataforma digital. O caso mais grave de corrente de uma rotina exaustiva foi a morte de uma professora dentro de uma escola estadual cívico-militar, em Curitiba, em 2025.

 

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